quarta-feira, 30 de junho de 2010

Ave Verde-Amarela





LEMBRO-ME DE TER LIDO EM ALGUNS SITES UMA INFORMAÇÃO EQUIVOCADA: A ARARAJUBA COMO AVE SÍMBOLO DO BRASIL

QUEM É A ARARAJUBA?


Guaruba guarouba (Gmelin, 1788)
NOME ATUAL: Guarouba guarouba
NOME POPULAR: Ararajuba; guaruba
SINONÍMIAS: Aratinga guarouba
FILO: Chordata
CLASSE: Aves
ORDEM: Psittaciformes
FAMÍLIA: Psittacidae
STATUS DE AMEAÇA
Brasil (MMA, IN 03/03): Ameaçada

INFORMAÇÕES GERAIS

Guarouba guarouba é um psitacídeo de médio porte (34-36 cm de comprimento total) que habita principalmenteas florestas de terra firme nos Estados do Maranhão e Pará, com registros recentes para o Mato Grosso e Rondônia.

Um dos endemismos mais interessantes da avifauna brasileira, a ararajuba chama a atenção pela beleza da plumagem, de coloração amarelo-dourada, com as penas de vôo verdes. Muito pouco se conhece sobre o comportamento reprodutivo e os hábitos desta espécie. São aves residentes e vivem em grupos que podem variar de três a 30 indivíduos. Alimentam-se de uma grande gama de frutos,cocos, flores e sementes. Os registros de reprodução são concentrados entre novembro e fevereiro,embora existam também relatos de aves se reproduzindo em outubro. Em janeiro de 2004, um grupode 10 ararajubas foi monitorado em uma localidade no leste do Pará, em um ninho com dois filhotes já bastante emplumados. O ninho estava localizado em um angelim (Dinizia excelsa, Leg. Mimosoideae) de 41 m de altura e sua abertura situava-se a 30 m de altura. A ararajuba é a única espécie em que a observação dos ajudantes-de-ninho é razoavelmente bem documentada, embora existam relatos de casais que criaram sozinhos os seus filhotes. O grupo estudado defendeu vigorosamente o ninho quando dele se aproximaram representantes das famílias Cathartidae, Psittacidae e Ramphastidae e os filhotes
voaram com o grupo alguns dias depois.

PRINCIPAIS AMEAÇAS

As populações situadas no “arco do desmatamento da Amazônia”, no oeste do Maranhão e leste do Pará, foram grandemente afetadas pela perda e descaracterização de seu hábitat.

Além disso, a ararajuba sempre foi uma espécie muito cobiçada por comerciantes ilegais de aves, o que também contribuiu significativamente para a diminuição de suas populações na natureza. A retirada de filhotes de ararajuba para o comércio ilegal de animais silvestres ainda é observada, bem como a captura de animais adultos.
Aparentemente, todos os indivíduos retirados da natureza destinam-se a criadores brasileiros, não havendo evidência convincente de tráfico internacional. A derrubada da árvore onde o dormitório ou o ninho está localizado é o meio mais usual para a obtenção de ararajubas. A derrubada dessas árvores, além do evidente prejuízo que representa no recrutamento de novos indivíduos, diminui o número de sítios
disponíveis para abrigo e reprodução não somente das ararajubas, mas também de outras espécies que dependem de cavidades naturais. Embora as ararajubas ocorram em algumas Unidades de Conservação e outras áreas protegidas, a situação da espécie na natureza está longe de ser considerada segura.

REFERÊNCIAS
64, 136, 356, 357, 457 e 473.
Autor: Luís Fábio Silveira
http://www.mma.gov.br/estruturas/179/_arquivos/vol_ii_aves.pdf

A ARARAJUBA CONSTA NO LIVRO VERMELHO DA FAUNA BRASILEIRA AMEAÇADA DE EXTINÇÃO

O Brasil possui 4 espécies de aves atualmente consideradas como extintas
, sendo que 2 destas apenas sobrevivem em cativeiro.[...] a arara-azul-pequena (Anodorhynchus glaucus) e o maçarico-esquimó (Numenius borealis), que também ocorriam em outros países, nunca mais poderão ser vistas em seus ambientes naturais; ninguém mais poderá apreciar seu colorido, seu canto ou seu vôo e, pior, suas interações com outras espécies de animais e plantas também desapareceram por completo.

[...] duas espécies, a ararinha-azul-de-spix (Cyanopsitta spixii) e o mutum-de-alagoas (Mitu mitu) são endêmicas do Nordeste do Brasil, constituindo-se em bons exemplos de como dois dos nossos biomas, a Caatinga e a Mata Atlântica, sofreram nas últimas décadas com a caça e a destruição absurda. Sobre estas duas espécies pode-se dizer que, embora suas populações estejam em situação terminal, ainda há um fio de esperança de que sejam reestabelecidas no ambiente de onde foram erradicadas.

A criação de listas de espécies ameaçadas de extinção, um instrumento importante
de conservação da diversidade biológica, serve como um termômetro e um sinal de alerta, indicando como estamos nos relacionando com os demais habitantes do nosso planeta.
Conhecido por sua impressionante extensão territorial e biodiversidade, o Brasil abriga quase 1.800 espécies de aves, segundo cálculos recentes do Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos (CBRO, 2006). Este já elevado número de espécies tende a ser ainda maior graças a uma diversidade “escondida”, que só agora, com modernas revisões taxonômicas, começa a ser plenamente revelada.E nem toda essa riqueza é compartilhada por outros países; nosso país abriga um grande número de espécies de aves que só são encontradas aqui, as chamadas espécies endêmicas. Esse grupo que, apenas entre as aves, compreende mais de 240 espécies, é constituído por elementos cuja conservação depende exclusivamente das decisões tomadas pelos brasileiros.

PREZADO LEITOR:

gostou de saber um pouco sobre essa lindíssima ave, ameaçada de extinção, e que já foi cogitada em ser a nossa ave símbolo?

Bem, mesmo que a ave símbolo do Brasil seja o popular sabiá laranjeira, de belíssimo canto e largamente cantado em verso e prosa, a ararajuba continua sendo uma forte representante da beleza e diversidade da fauna brasileira, que deve ser conhecida e preservada por nós brasileiros.

ABRAÇOS,

Malu.










segunda-feira, 28 de junho de 2010

VERDE E AMARELO

VERDE E AMARELO

Em tempos de Copa do Mundo os brasileiros demonstram seu patriotismo. A bandeira brasileira está presente nos automóveis, nas fachadas dos prédios, as pessoas se vestem com verde e amarelo.
Mesmo não tendo tanto entusiasmo com futebol vou pegar carona na onda das cores verde e amarela e trazer a este blog um assuntos que considero interessante, como divulgação científica.

UMA NOTÍCIA AINDA ATUAL:


Em tempo de Copa do Mundo, a abóbora ‘Brasileirinha" mostra as cores do Brasil (17/06/2010)
http://www.embrapa.br/imprensa/noticias/2010/junho/3a-semana/em-tempo-de-copa-do-mundo-a-abobora-2018brasileirinha-mostra-as-cores-do-brasil


Desde 2006, ano do seu lançamento, ela vem sendo uma das principais atrações nos estandes da Embrapa em exposições realizadas por esse Brasil afora. A quinta edição da Exposição de Tecnologia Agropecuária – Ciência para a Vida, realizada em abril daquele ano, foi o cenário de estréia da abóbora ‘Brasileirinha’, cultivar que apresenta a casca dividida em duas cores: verde e amarela. Mas só em junho de 2006, aproveitando o clima de festa, a abóbora foi lançada oficialmente, às vésperas da Copa do Mundo de Futebol na Alemanha. Nessa Copa, em contraponto à eliminação do Brasil durante as quartas-de-final, a ‘Brasileirinha’ iniciou a sua carreira de sucesso.

Com uma nova Copa do Mundo em andamento, a ‘Brasileirinha’ com seu "traje" bicolor torna a entrar no noticiário, agronômico ou não.

A exemplo de 2006, o pesquisador Leonardo Boiteux volta a explicar o jeito brasileiro de ser da abóbora, e remonta ao início dos anos 90 para contar como tudo começou. Segundo ele, nessa época, pesquisadores da Embrapa Hortaliças encontraram numa plantação de abóboras verdes, próxima ao Distrito Federal, uma planta com frutos de duas cores. Foram coletadas sementes e as pesquisas mostraram que se tratava de uma mutação genética, isto é, naquela planta a própria natureza havia transformado as cores dos frutos.

"Naquela ocasião, a gente pensou numa abóbora ornamental, com as cores da bandeira do Brasil. Com essa perspectiva, iniciamos o cruzamento para desenvolver frutos com os tons de verde e de amarelo mais vivos, melhorar a forma e aumentar a resistência a doenças", lembra o pesquisador. Ele acrescenta que as pesquisas também demonstraram que a característica bicolor da abóbora aumentava a quantidade de antioxidantes, quando comparada com outras cultivares.


Boiteux destaca a rusticidade da ‘Brasileirinha’, "um material que enfrenta várias condições de cultivo e pode ser plantado em todas as tradicionais regiões produtoras do País", e com o mesmo sistema de produção aplicado a outros tipos de abóboras.
Apesar do seu visual, que convida a compor uma decoração, o pesquisador informa que além do aspecto ornamental, a ‘Brasileirinha’ pode ser consumida como uma abóbora comum – refogada, recheada, em saladas, etc. E torce para que, nesta Copa, a "mascotinha" divida o seu sucesso com a vitória da seleção brasileira.
http://www.embrapa.br/imprensa/noticias/2010/junho/3a-semana/em-tempo-de-copa-do-mundo-a-abobora-2018brasileirinha-mostra-as-cores-do-brasil


UM POUCO MAIS DE INFORMAÇÃO, fornecida pelo mesmo pesquisador, Leonardo Boiteux:


FONTE: Abóbora brasileirinha na Feira de Ciências da EMBRAPA 187 – 11
Disponível em http://www.flickr.com/photos/flaviocb/174084421/

De acordo com o pesquisador Leonardo Boiteux, a brasileirinha resultado do cruzamento de um material silvestre bicolor com a variedade Mocinha. "Por ser mais rústica, a abóbora brasileirinha pode ser plantada em todas as tradicionais regiões produtoras de abóbora do País", diz.Outra vantagem da nova variedade, segundo o pesquisador é sua tolerância ao oídio (Podosphaeria xanthi), doença que afeta a cultura.A Brasileira possui duas cores: metade é amarelo-ouro e metade verde-bandeira e, por dentro é alaranjada.

Rica em betacaroteno, a nova variedade de abobrinha da Embrapa pode ser comercializada com os frutos ainda verdes e pode ser consumida de três formas diferentes: verde (refogada em rodelas ou ralada, como qualquer abobrinha), madura (como uma abóbora comum) ou em miniaturas (colhidas mais cedo).

Foto: EMBRAPA

Prezados leitores e leitoras, por hoje é só, amanhã, ainda trarei um outro assunto bem Verde e Amarelo!
Abraços,
Malu.


terça-feira, 22 de junho de 2010

Continuando: por quê o título do blog?




Prezados leitores,
continuando a justificativa da escolha do título para este blog, além do trabalho que realizo com o mural "Leia Ciência", como parte do trabalho desenvolvido no PDE-Programa de Formação Continuada de Professores e Professoras do Estado do Paraná, me foi dada a oportunidade de desenvolver uma pesquisa orientada que culminou com a elaboração de um artigo.
Caso algum dos leitores tenha interesse em conhecer este trabalho está disponível no seguinte endereço:

http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/pde/arquivos/2492-6.pdf?PHPSESSID=2010010708155290



O artigo foi o material didático produzido durante a formação continuada-PDE. Além deste, outro artigo foi produzido, onde é relatado todo o trabalho realizado nos dois anos de formação continuada. Este segundo artigo é conhecido como artigo final e ainda não está disponibilizado na página do PDE.

Para a realização desses trabalhos fiz leituras sobre aspectos conceituais, assim posso dizer que:

  • Divulgação Científica pode ser definida como o uso de processos e de recursos técnicos para a comunicação da informação científica e tecnológica ao público em geral. Nesse sentido, a divulgação supõe a tradução de uma linguagem simplificada para uma leiga, visando a atingir um público mais amplo. (ALBAGLI, 1996. p. 397).

  • Exemplos de materiais de divulgação científica: jornais, revistas, livros, sites da web.

Assim, fiz uma breve exposição de um trabalho que me marcou muito, e que me trouxe a possibilidade de muitas leituras relacionadas à divulgação científica.

Abraços a todos e todas,

Malu.





segunda-feira, 21 de junho de 2010

Por quê o título: divulgar ciência?

Amigos leitores, gostaria de relatar um pouco de uma experiência acadêmica que influenciou grandemente na realização deste blog.

Eu tive a oportunidade de participar de uma formação continuada dos professores do estado do Paraná, nos anos de 2008 e 2009, que me possibilitou, entre muitas atividades acadêmicas, a realização de uma pesquisa sobre divulgação científica.

Foi sobre o uso de jornais e revistas nas aulas de ciências, uma prática já realizada por muitos professores, inclusive por mim. Aqui trago algumas revistas com as quais trabalho e realizei pesquisas.




Como parte dos trabalhos, produzi em minha escola dois murais intitulados “Leia Ciência” e também um artigo acadêmico dirigido a professores do ensino básico, da área de ciências.





Trago aqui duas fotos de um momento dos murais:










Atualmente eu continuo trabalhando com os murais. Pretendo associar esse trabalho com este blog num futuro próximo, se for interessante para vocês leitores e também para os alunos.
Pretendo relatar um pouco mais deste trabalho na próxima blogada.

Gostaria de agradecer os maravilhosos comentários que recebi até agora de todos os amigos, dos que estão pertinho, que convivo diariamente como a Hanna , Iberê, o Johnny, o Charles -que conheci recentemente, e também dos que estão um pouquinho longe mas que através dessa importante ferramenta tenho trocado preciosas figurinhas, o prof. Jairo e o Mestre Attico Chassot.


Todos vocês fazem parte do

Fazer-Ler-Compartilhar-Divulgar-Ciência

que é a proposta primeira deste blog.

Abraços a todos e todas,
Malu.

domingo, 20 de junho de 2010

Olá, futuros leitores e leitoras deste blogue




Já há muito tempo estou “pensando” em montar um blogue...
Talvez a minha pouca experiência com essas novas tecnologias de informação e comunicação e um tantinho de timidez me atrasaram nessa empreitada. No entanto, como educadora e sobretudo como uma eterna aprendiz resolvi nesta manhã de domingo encarar o desafio. O empurrãozinho veio da observação que uma colega de escola, professora de artes, possue 3 blogues!! (perdão, pintou uma invejinha, mas do bem!)

Então eu pensei: toma coragem, começa isso de uma vez, não deve ser tão difícil!
ENTÃO, ESTOU AQUI!!

Pretendo “postar” tudo o que for principalmente relacionado com o conhecimento científico que eu ache interessante e oportuno de ser discutido.
Meu objetivo é o de trocar idéias com pessoas que como eu acham que “ciência precisa ser divulgada, comentada, discutida, compartilhada”.
Mas, lembrando aos leitores, não sou dona da verdade, não estou aqui para ensinar nada, nem a ciência é capaz de trazer todas as verdades.
Espero poder realizar um bom trabalho através dessa importante e democrática ferramenta que a internet nos possibilita, que é o blogue.
Ainda não sei com que frequência irei postar novidades, provavelmente não serão postagens diárias, mas tentarei ser breve quanto às novas postagens.

Bom, prá começo, ainda tenho que divulgar esse espaço aos conhecidos, senão não terei leitores, não é mesmo?!


Abraços a todas as pessoas que de alguma forma se farão presentes neste blogue!!




Malu.