sábado, 10 de julho de 2010

hipótese para explicar a mortandade na Lagoa

Prezados leitores e leitoras,

o que acharam do assunto da blogada anterior? Penso que possibilita um excelente trabalho de alfabetização científica. Então, vou explorar um pouco mais o assunto, já que propositalmente não apresentei a solução inédita para o problema, apontada pelo pesquisador.



O TRABALHO DOS CIENTISTAS


Os cientistas procuram explicações para os fenômenos tanto naturais como provocados pelo ser humano. O fenômeno observado (a mortandade de peixes) necessita de ações já que, neste caso, não desejamos que ele aconteça; muitas soluções já foram propostas por cientistas e estudiosos do fenômeno, e, estão sendo feitas, mas o problema persiste. O pesquisador Valiya Hamza "apresenta uma abordagem inédita, que pode definitivamente esclarecer o problema".


O PROBLEMA


O fenômeno da mortandade de peixes, observado na Lagoa Rodrigo de Freitas, importante cartão postal da cidade do Rio de Janeiro e local para a prática de esportes, inclusive para competições, é realmente interessante de ser questionado, devido a todas as suas implicações.

OUTRA HÍPÓTESE
A hipótese levantada é a de que a causa da mortandade de peixes ocorre devido à liberação de gases tóxicos no fundo da lagoa.


NOVA ABORDAGEM

A pesquisa aponta novas abordagens para o problema fruto de constatações, entre elas:


  • As ocorrências de mortandade remontam a épocas em que nem se cogitava falar em poluição ambiental.

  • As ocorrências não são exclusividade da Lagoa Rodrigo de Freitas. Outras áreas do litoral do Estado também sofrem dos mesmos problemas.

  • Não existe correlação entre o número de coliformes fecais e mortandade de peixes.

  • As condições geológicas da região favorecem a formação de gases de origem termal (sulfídrico, metano, dióxido de carbono).

  • Fotos de satélites mostram grande exalação de gás sulfídrico no litoral da Namíbia, que formava com o litoral do Rio de Janeiro uma mesma e seca região, antes do início da deriva continental, há 200 milhões de anos.

  • A imprensa destacou em 1957 a liberação de gás metano nas áreas ao redor da Lagoa, sendo fotografado o ateamento de fogo por moradores das favelas que ali habitavam na época. Igualmente, constatou-se também a presença de gás sulfídrico e carbônico na mesma época.

NOVAS PROPOSTAS


Hamza propõe como solução para o problema da mortandade de peixes, a "desgaseificação" da Lagoa Rodrigo de Freitas, tomando como base os seguintes passos:


- Delimitação das zonas de falhas e fraturas verticais;
- Identificação de zonas de exalação de gases;
- Perfurações que atravessam a camada de lodo em locais de exalação de gás;
- Instalação de revestimentos (canos de PVC ou Ferro);
- Monitoramento da Pressão de Gás e Temperatura do lodo;
- Sistemas de Coleta e Drenagem de gases.

A DESGASEIFICAÇÃO NO LAGO NYOS



Processo de desgaseificação do lago Nyos, na República de Camarões, conduzido por pesquisadores franceses. O procedimento foi adotado em decorrência da liberação repentina de um grande volume de gás carbônico em 1986 (foto: http://pagesperso-orange.fr/mhalb/nyos/).

O PESQUISADOR VALIYA HAMZA


Possui graduação em Física - Universidade de Kerala (1962), mestrado em Física Aplicada - Universidade de Kerala (1964) e doutorado em Geofísica - University of Western Ontario (1973). Teve atuação como Professor do IAG-USP, Pesquisador do IPT, Secretário da Comissão Internacional de Fluxo Térmico - IHFC e membro do Comitê Executivo da Associação Internacional da Sismologia e Física do Interior da Terra - IASPEI. É atualmente Pesquisador Titular do Observatório Nacional. Eleito em 2007 como Representante Sul-Americana na Comissão Internacional de Fluxo Térmico IHFC. Possui ampla experiência na área de Geociências, com destaque nas áreas de Geotermia e Fluxo Térmico, atuando principalmente nos seguintes setores: fluxo geotérmico, energia geotérmica, recursos geotermais, tectonofísica, mudanças climáticas recentes, geofísica ambiental, sismicidade, propriedades térmicas de materiais geológicos, ensino superior. Ministrou mais de 30 cursos de pós-graduação em Geofísica.(Texto informado pelo autor)

FONTE: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4783985P8

Prezados leitores e leitoras,espero que tenham gostado do tema e que a abordagem feita aqui seja útil para a divulgação do "fazer- ciência".
Abraços,
Malu.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Lagoa Rodrigo de Freitas e mortandade de peixes




Olá, prezados(as) leitores(as),


na blogada anterior comentei sobre o site do Observatório Nacional (http://www.on.br/ )como um importante espaço de divulgação científica.


O QUE O SITE FORNECE

Além de obtermos notícias e outras informações, através deste site é possível fazer um curso de astronomia e astrofísca a distância.
O curso, totalmente gratuito, disponibiliza textos de leitura muito agradável e repletos de informações, recheados de imagens. Os arquivos em PDF podem ser acessados por qualquer pessoa interessada, mesmo para quem não faz o curso.


Os professores e professoras que necessitam de constante atualização...


encontram aí um espaço importante e seguro que pode ser indicado aos alunos para pesquisas escolares.


TAMBÉM NA BLOGADA ANTERIOR...

foi citado que o ON não realiza somente pesquisass astronômicas, mas também geológicas e geofísicas.
Nesse sentido, encontrei no site um texto muito interessante, com um clique na janelinha- “INFORME-SE EM 60 s”. Aí são expostos temas atuais, e vou tratar de um deles.



É sobre a mortandade de peixes na Lagoa Rodrigo de Freitas.



Quando vejo notícias onde aparecem imagens de peixes mortos, na referida lagoa, o que me vem de imediato... é que deve existir descaso das autoridades, pois é notícia recorrente,e, imediatamente associo à poluição da Lagoa.








O informe 60s, numa matéria elaborada pelo Dr. João Luiz Kohl Moreira, pesquisador do Observatório Nacional, tendo como base a palestra proferida pelo Dr. Valiya Hamza no dia 24 de março de 2010, no ON,apresenta um trabalho de pesquisa que traz uma outra explicação sobre o fenômeno...


Além disso, através da leitura do texto, fiquei sabendo que os índios da região chamavam o local onde fica a lagoa de “Ipanema”, que significa lugar fedorento, em tupi guarani.
O texto apresenta também que...


Segundo um estudo do Engenheiro José Torres (em 1980), há 358 anos vem sendo observados e registrados esse fenômeno. As primeiras propostas para acabar com essa mortandade foram feitas pelo Barão do Lavradio em 1877.

Entre as características intrigantes do fenômeno, Hamza lista as seguintes:

1. Rapidez com que a mortandade se espalha (questão de horas);
2. Surgimento súbito de mau cheiro antes do afloramento dos peixes mortos;
3. Desaparecimento rápido do cheiro (questão de dias);
4. Propagação da mortandade a partir da parte norte da Lagoa;
5. Ausência de correlação entre o fenômeno e a variação de coliformes fecais;
6. Ineficiência das medidas tomadas para prevenção desde o século XIX;
7. O período relativamente longo necessário para ação de micro-algas.
Então eu penso que...
As causas podem ser variadas, trabalhos de pesquisa como o do Dr. Hamza são necessários a fim de balizar possíveis atitudes que venham a solucionar o problema sendo é importante que todos os envolvidos –pesquisadores, governantes, moradores da região- tenham conhecimento, inclusive nós professores que trabalhamos com alfabetização científica.
Abraços a todos e todas,
Malu.



segunda-feira, 5 de julho de 2010

um site muito interessante







O OBSERVATÓRIO NACIONAL
Olá,

hoje, gostaria de indicar aos leitores ou às leitoras, um site interessante. Muitos de vocês provavelmente já ouviram falar no Observatório Nacional...
ENDEREÇO DO SITE: http://www.on.br/


Uma pitadinha de história

A INAUGURAÇÃO OFICIAL
O Observatório Nacional foi criado por D. Pedro I em 15 de outubro de 1827. Entre suas finalidades estava a orientação e estudos geográficos do território brasileiro e de ensino da navegação. Com a proclamação da república, em 1889, o Imperial Observatório do Rio de Janeiro passou a se denominar Observatório Nacional. [...]


MAS, OBSERVAÇÕES JÁ HAVIAM SIDO FEITAS ANTES DISSO...

Segundo o Padre Serafim Leite, em 1730, os jesuítas instalaram um observatório no Morro do Castelo, na cidade do Rio de Janeiro. Nesse mesmo local, em 1780, um observatório foi montado pelos astrônomos portugueses Sanches d'Orta e Oliveira Barbosa, realizando-se ali observações regulares de astronomia, meteorologia e magnetismo terrestre. Com a vinda da família real para o Brasil, em 1808, o acervo desse observatório foi transferido para a Academia Real Militar. [...]


JÁ, NO SÉCULO XIX


Dignos de menção, dentre os valiosos trabalhos prestados pelo Observatório Nacional, no século XIX, estão o estabelecimento e demarcação de parte de nossas fronteiras e a expedição, chefiada por Cruls, realizada ao Brasil Central, entre 1892 e 1896, para a escolha do local aonde seria construída a nova capital - Brasília.

ATUAL LOCALIZAÇÃO

Em 28 de setembro de 1913, foi assinada a Ata de lançamento da pedra fundamental do novo Observatório Nacional, no morro de São Januário (São Cristóvão).Finalmente, em 1922, o Observatório foi transferido do Morro do Castelo (atual Esplanada do Castelo) para o Morro de São Januário, em São Cristóvão, onde se encontra até hoje. [...] em 1999, o Observatório foi transferido para a subordinação direta do Ministério da Ciência e Tecnologia, sua posição atual.


OBJETIVOS

Ao longo do século XX, o ON foi pioneiro no Brasil (i) na execução continuada de pesquisas astronômicas, (ii) nos levantamentos geofísicos do território nacional que resultaram na implantação de redes de referência do campo de gravidade, a partir de 1955, e do campo magnético terrestres, desde 1915, com a implantação do Observatório Magnético de Vassouras, no Rio de Janeiro, até hoje integrado à estrutura do ON, além das primeiras medidas sismológicas do país e (iii) na geração, manutenção e disseminação da hora legal brasileira, definida em lei (Lei 2.784 de 18 de Junho de 1913, regulamentada pelo Decreto 10.546 de 5 de Novembro de 1913).

Bem, perceberam que OBSERVATÓRIO NACIONAL não faz somente pesquisas astronômicas? Pois então, na próxima blogada, trarei algo que aprendi neste site, e, que não tem nada a ver com a observação do céu!!
Abraços, e até lá,
Malu.