Em tempos de Copa do Mundo os brasileiros demonstram seu patriotismo. A bandeira brasileira está presente nos automóveis, nas fachadas dos prédios, as pessoas se vestem com verde e amarelo.
Mesmo não tendo tanto entusiasmo com futebol vou pegar carona na onda das cores verde e amarela e trazer a este blog um assuntos que considero interessante, como divulgação científica.
UMA NOTÍCIA AINDA ATUAL:
Em tempo de Copa do Mundo, a abóbora ‘Brasileirinha" mostra as cores do Brasil (17/06/2010)
http://www.embrapa.br/imprensa/noticias/2010/junho/3a-semana/em-tempo-de-copa-do-mundo-a-abobora-2018brasileirinha-mostra-as-cores-do-brasil
Desde 2006, ano do seu lançamento, ela vem sendo uma das principais atrações nos estandes da Embrapa em exposições realizadas por esse Brasil afora. A quinta edição da Exposição de Tecnologia Agropecuária – Ciência para a Vida, realizada em abril daquele ano, foi o cenário de estréia da abóbora ‘Brasileirinha’, cultivar que apresenta a casca dividida em duas cores: verde e amarela. Mas só em junho de 2006, aproveitando o clima de festa, a abóbora foi lançada oficialmente, às vésperas da Copa do Mundo de Futebol na Alemanha. Nessa Copa, em contraponto à eliminação do Brasil durante as quartas-de-final, a ‘Brasileirinha’ iniciou a sua carreira de sucesso.
Com uma nova Copa do Mundo em andamento, a ‘Brasileirinha’ com seu "traje" bicolor torna a entrar no noticiário, agronômico ou não.
A exemplo de 2006, o pesquisador Leonardo Boiteux volta a explicar o jeito brasileiro de ser da abóbora, e remonta ao início dos anos 90 para contar como tudo começou. Segundo ele, nessa época, pesquisadores da Embrapa Hortaliças encontraram numa plantação de abóboras verdes, próxima ao Distrito Federal, uma planta com frutos de duas cores. Foram coletadas sementes e as pesquisas mostraram que se tratava de uma mutação genética, isto é, naquela planta a própria natureza havia transformado as cores dos frutos.
"Naquela ocasião, a gente pensou numa abóbora ornamental, com as cores da bandeira do Brasil. Com essa perspectiva, iniciamos o cruzamento para desenvolver frutos com os tons de verde e de amarelo mais vivos, melhorar a forma e aumentar a resistência a doenças", lembra o pesquisador. Ele acrescenta que as pesquisas também demonstraram que a característica bicolor da abóbora aumentava a quantidade de antioxidantes, quando comparada com outras cultivares.
Boiteux destaca a rusticidade da ‘Brasileirinha’, "um material que enfrenta várias condições de cultivo e pode ser plantado em todas as tradicionais regiões produtoras do País", e com o mesmo sistema de produção aplicado a outros tipos de abóboras.
Apesar do seu visual, que convida a compor uma decoração, o pesquisador informa que além do aspecto ornamental, a ‘Brasileirinha’ pode ser consumida como uma abóbora comum – refogada, recheada, em saladas, etc. E torce para que, nesta Copa, a "mascotinha" divida o seu sucesso com a vitória da seleção brasileira.
UM POUCO MAIS DE INFORMAÇÃO, fornecida pelo mesmo pesquisador, Leonardo Boiteux:
FONTE: Abóbora brasileirinha na Feira de Ciências da EMBRAPA 187 – 11
Disponível em
De acordo com o pesquisador Leonardo Boiteux, a brasileirinha resultado do cruzamento de um material silvestre bicolor com a variedade Mocinha. "Por ser mais rústica, a abóbora brasileirinha pode ser plantada em todas as tradicionais regiões produtoras de abóbora do País", diz.Outra vantagem da nova variedade, segundo o pesquisador é sua tolerância ao oídio (Podosphaeria xanthi), doença que afeta a cultura.A Brasileira possui duas cores: metade é amarelo-ouro e metade verde-bandeira e, por dentro é alaranjada.
Rica em betacaroteno, a nova variedade de abobrinha da Embrapa pode ser comercializada com os frutos ainda verdes e pode ser consumida de três formas diferentes: verde (refogada em rodelas ou ralada, como qualquer abobrinha), madura (como uma abóbora comum) ou em miniaturas (colhidas mais cedo).
Foto: EMBRAPAPrezados leitores e leitoras, por hoje é só, amanhã, ainda trarei um outro assunto bem Verde e Amarelo!
Abraços,
Malu.
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