O vídeo foi produzido pelo American Museum of Natural History e está no blog e no youtube.
Um blog dirigido não só a educadores e estudantes, mas para qualquer pessoa interessada em desvendar um pouco mais do nosso mundo através do conhecimento científico.
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Uma viagem pelo Universo em 6 minutos!
O vídeo foi produzido pelo American Museum of Natural History e está no blog e no youtube.
sábado, 11 de dezembro de 2010
Novo curso do Observatório Nacional
Via Láctea
Perdeste o senso!" E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las, muita vez desperto
E abro as janelas, pálido de espanto…
A Via Láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo?"
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e entender estrelas"
(fonte: Mourão, Ronaldo Rogério de Freitas.O livro de ouro do Universo)
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Questão do ENEM 2010-Mudanças na atmosfera de Júpiter
hoje, gostaria de comentar uma questão do ENEM 2010 que apresenta uma curiosidade sobre o planeta Júpiter :
Júpiter, conhecido como o gigante gasoso, perdeu uma das suas listras mais proeminentes, deixando o seu hemisfério Sul extremamente vazio.Observe a região em que a faixa sumiu, destacada pela seta:
(Obs. na questão da prova do ENEM, foi adicionada à imagem da direita de Júpiter uma seta indicando o local de desaparecimento da faixa marrom, presente na figura da esquerda).
http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=jupiter-perdeu-faixa&id=030130100512
A aparência de Júpiter é tipicamente marcada por duas faixas escuras em sua atmosfera - uma no hemisfério norte e outra no hemisfério sul. Como o gás está constantemente em movimento, o desaparecimento da faixa no planeta relaciona-se ao movimento das diversas camadas de nuvens em sua atmosfera. A luz do Sol, refletida nessas nuvens, gera a imagem que é captada pelos telescópios, no espaço ou na Terra.
O desaparecimento da faixa sul pode ter sido determinado por uma alteração
A) na temperatura da superfície do planeta.
B) no formato da camada gasosa do planeta.
C)no campo gravitacional gerado pelo planeta.
D)na composição química das nuvens do planeta.
E)na densidade das nuvens que compõem o planeta. CORRETA
Trago aqui um pedacinho deste texto:
“A atmosfera de Júpiter é muito variável e o que deve ter acontecido é um aumento das nuvens claras por cima da faixa de nuvens escuras”, explica ela. O mais curioso é que, a qualquer momento, o cinturão de nuvens de enxofre pode reaparecer! Se você tiver acesso a um telescópio, ou mesmo a um binóculo potente, pode ser o primeiro a ver essa mudança. Então, que tal ficar de olho no céu?!
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Segundo Fernando Straube, a ave do parque Cambuí é um biguá!!
em visita ao parque Cambuí, em Curitiba, tenho observado uma ave que achei muito interessante pois é uma excelente mergulhadora, e, quase presenciei o seu atropelamento, quando ela tentava ir do lago do parque Cambuí a um trecho do rio Barigui. Encontrei um vídeo no youtube de uma ave semelhante, que adicionei na postagem anterior aqui deste blog . Também registrei algumas fotos. Hoje, fiz uma nova observação, mais de perto, e, notei que ele é diferente do pato-mergulhão(Mergus octosetaceus), de acordo com a bibliografia encontrada sobre a espécie.Não observei o penacho com 8 penas (por isso a espécie octosetaceus, octo= oito).
A ave que tenho visto tem seu corpo marrom escuro, o seu bico na parte de cima é marrom claro, e voltado para baixo na ponta. Na parte de baixo, o bico é amarelo. Suas patas, com membranas interdigitais, são pretas. Então, que espécie de ave é essa? Pedi ajuda a um importante ornitólogo de Curitiba. E ele prontamente me respondeu: é um biguá!!
Fiz um vídeo que vou colocar aqui, dá uma noção de como essa ave é boa mergulhadora.
Abraços,
Malu.
PS. Agradeço ao Fernando Straube a sua pronta resposta, a fim de não divulgar uma informação errada neste blog. E, agora, vou pesquisar um pouco mais sobre esta ave, o biguá!!
sábado, 23 de outubro de 2010
Visita ao Parque Cambuí, Curitiba-Paraná
contei anteriormente que venho a um parque buscar um pouco de água esverdeada, hoje quero apresentá-lo. É um parque que fica próximo de onde eu moro, distante mais ou menos 1 km, no bairro Fazendinha. Possui dimensões modestas, está às margens do rio Barigui. Possui um lago e sobre ele uma passarela, pista de caminhada, parquinho, sendo bastante visitado pela população local.
mas que ao longo do ano presenteia os visitantes com florações variadas, atraindo abelhinhas nativas entre outros insetos.
No passeio de hoje, resolvi tirar algumas fotos para mostrar a vocês um pouco do parque.
Na sequencia abaixo temos: jabutis, frango d'água e marreca.
Que tal o papai cuidando dos filhotinhos!!
Bom, é lógico que não encontro somente natureza preservada, pelo contrário. A frente do parque dá para uma avenida bastante movimentada, e, tem-se bastante poluição sonora. Mas, se fosse só isso...
Mas o melhor ou o pior de tudo...
presenciei um quase atropelamento de um biguá!!
De repente, uma ave passa pela minha frente dando um vôo rasante e se estatela no asfalto da avenida. Meio tonta e desengonçada, é quase atropelada, mas consegue retornar ao lago. Fiquei imaginando se a ave tivesse sido atropelada, eu deveria me comunicar com o Museu do Capão da Imbuia, para alguém vir recolhê-la e registrar o acontecido. Felizmente, só foi um susto! Pena que não deu tempo de registrar em foto. Mas, fica aqui o registro escrito.
No outro dia, entendi melhor porque aconteceu o quase-atropelamento. É que a ave, ou melhor, que eu pensei ser o pato-mergulhão, atravessa a avenida em direção ao Rio Barigui!
Depois do susto, registrei algumas fotos dele.
Prezados leitores, faço a correção, e, peço desculpas a todos, eu me enganei, de acordo com nosso comentarista Fernando Straube, a ave é um biguá!!
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Homenagem aos sempre curiosos professores

Hoje resolvi escrever um texto mais pessoal. Não que os outros que escrevi aqui não tenham a minha marca, já que os assuntos foram escolhidos por mim. Mas, é que tenho me cobrado muito em escrever textos de divulgação científica. Mas, como isso aqui é um blog, ou seja, é um site pessoal, é para ser um diário virtual. Mesmo não escrevendo diariamente, posso escrever coisas só minhas, como uma adolescente escreve em seu diário.
Só que o que escrevo aqui é público e posso receber elogios, críticas e até não receber comentário nenhum, tanto de amigos ou até de quem desconheço. Curiosidades dos tempos pós modernos...
Então, resolvi usar hoje aqui algo que os cientistas também usam, a emoção, já que os cientistas são humanos e a ciência é uma construção humana.
Ultimamente tenho me emocionado muito no meu trabalho como professora. Penso que todos nós, professores ou não, passamos por muitas fases em nossa vida profissional. Geralmente, o começo é difícil.
Não me esqueço dos meus primeiros tempos de magistério: eu comecei trabalhando já como professora estadual, em uma cidade da região metropolitana de Curitiba. Eu saía de casa cedinho, pegava o primeiro ônibus junto com outra colega, professora de matemática, e, junto com os trabalhadores de indústrias da região íamos todos os dias para a cidade em um ônibus lotado(bem, ainda hoje continuo saindo cedinho, mas não tão cedo, para uma escola daqui de Curitiba, mesmo. Também, por opção, ainda de ônibus).
Eu era a única professora de Ciências da escola, tinha todas as séries, um dia comecei a explicar a matéria da sétima série em uma oitava, os alunos estranharam, percebi a troca no início, mas, já era tarde... caímos na risada!!
Aliás, coisa proibida de se fazer, segundo uma colega mais experiente me aconselhou: nunca mostre os dentes senão, você não agüenta até o fim do ano!! Bom, não foi fácil, mas, agüentei, e, mesmo mostrando os dentes, sobrevivi, e, estou aqui, ainda professora, contando a história.
É claro que, naquele primeiro ano, todos os dias, em casa, eu chorava. Sim, eu chorava, não era fácil o trabalho. Isso aconteceu durante um tempão naquele ano, mas já passou, é claro! É que eu tinha que resumir em casa o conteúdo do livro para passar no outro dia no quadro, já que as crianças não tinham livro didático, só eu. E, eles eram tão bonitinhos mas, que dificuldade em mantê-los um pouco concentrados. Bem, hoje os tempos são outros e é ainda mais difícil...
Já se foram 24 anos e, teria tantas coisas pra contar, seriam muitas páginas para uma blogada apenas.
Mas, foi aí que me tornei professora? Não foi não. Nem foi na faculdade. Acho que foi antes. Desde que peguei o gosto pelo estudo, o que aconteceu depois só foi consequência.Na faculdade, estudava de tudo. Botânica, zoologia, genética, também me chamavam de rato de biblioteca (rsrsrs).
Um dia caí em mim que iria ser professora. Vê se pode, eu tinha “me formado”, agora, não iria mais freqüentar aquela biblioteca, não assistiria mais aulas, não vestiria jaleco branco só pra ficar pesquisando na lupa ou no microscópio...
É claro que nas escolas que trabalhei até hoje, sempre que pude, levei a criançada pro laboratório, pra biblioteca, e até achei uma desculpa pra voltar à universidade, levando a piazada pra lá em exposições, numa das vezes encontrei uma ex-aluna que na época era estudante universitária, foi muito legal . Mas teve um porém: caí na real que o tempo havia passado, eu tinha dado aula pra ela na sétima série, no meu segundo ano de magistério!!
Ela lembrou que havia feito um vulcão e apresentado numa feira na escola. Depois iria comigo e outros colegas participar numa feira regional de ciências, mas, havia se atrasado e já tínhamos partido. Ufa, pensei comigo mesma: ela perdeu a feira, não apresentado o seu vulcão, mas continuou curiosa e estava agora na faculdade, de Ciências Biológicas, estudando no mesmo curso e na mesma universidade que eu, que havia sido sua professora. Isso foi muito legal. Não tive notícias mais dela, mas acredito que tenha ido longe nos estudos.
Vou pular mais um pedação da história, e agora, depois de 17 anos trabalhando com a criançada, hoje trabalho com jovens e adultos. É bem diferente de trabalhar com crianças, e, é lógico, eles não tem mais tanta energia, não ficam querendo puxar o cabelo ou cutucando o colega, brigando no recreio, e tantas outras coisas que só os professores sabem! Mas, vejam só, eu sempre tento encontrar aquela criança escondida que todos têm, e, a gente se diverte. Um parênteses: reafirmo que eu não segui o conselho da minha colega. Eu me divirto muito, quando posso, vou ao parque próximo da minha casa, que tem um tanque, recolho um pouco de água meio esverdeada, vou ao microscópio e mostro aos alunos esse mundo invisível. Também observamos as células da cebola. Minha mais nova experiência será aquela do ossinho de galinha na coca cola, um aluno é que sugeriu fazer. Também trago filmes que baixo do youtube e que copio no pendrive e passo na tv multimídia . Agora me meti a escrever em um blog.
E pensar que nos meus tempos de escola projetor de slides era cinema e na universidade o que tinha de mais atual eram as transparências e fitas de videocassete. Não estou reclamando não, o isso era o máximo e, não me esqueço nunca daquela aula em que visitamos o microscópio eletrônico, foi demais!!
Acabou a história? Claro que não.Há dois anos olha o que me aconteceu: voltei aos bancos universitários!! Fiz pesquisa, voltei a ser uma ratinha de biblioteca, no meio de jovens estudantes, mas, agora já com muitos fios brancos no cabelo. Só que agora, que chique, tive um orientador, e até escrevi um artigo científico! Pra isso, tive que ler muito, mas vejam só, se, nos meus tempos de faculdade para ler uma tese de mestrado ou de doutorado era uma dificuldade, veja só, agora, eu posso ler em casa, no computador, e nem preciso imprimir!! Eu baixo da internet e leio quando quero – ou quando dá tempo, já que ainda trabalho 40 horas-aula, e tenho tantas coisas pra fazer...
Meus amigos (quem leu até aqui, se não é meu amigo, passou a ser): penso que nunca estarei pronta, como professora, nunca estarei formada, estarei sempre em formação. Aí é que está o grande barato.
Nos emocionamos todos os dias com o conhecimento e passar esta emoção aos nossos alunos, que é gostoso ler, aprender, conhecer, e continuar fazendo isso a vida toda, que sempre teremos mestres, nas escolas, mas, também indiretamente, através dos livros.
Prezados amigos professores, olha só uma coisa que aprendi recentemente, de um mestre em educação, a quem dedico este texto: a gente não precisa ensinar muita coisa, ou seja, fórmulas difíceis, ou, pedir que os alunos decorem classificações ou coisas que não são tão interessantes. Assim, o ensino fica pra lá de chato.
Quem disse isso? São muitos os educadores que falam isso. Mas, eu tive o prazer de ouvir de um educador, pra mim, muito especial. Eu o conheci através de seus livros, depois através de seu blog, aí, ele esteve em visita ao CEEBJA Paulo Freire, onde trabalho atualmente.
Vejam só: ele chegou de viagem pela manhã, ministrou um curso à tarde toda. No período da noite, na minha escola, deu uma das melhores palestras que eu já assisti em toda a minha vida, que me emocionou e prendeu a atenção durante mais de uma hora a uma platéia das mais atentas que eu já vi. E, quantas risadas nós demos!!
Digo mais uma coisa prá vocês: ele é um dos meus maiores mestres, como também de muitos educadores. Aprendemos com ele em seus livros e todos os dias nas leituras de seu blog, nos emocionamos muito com sua sabedoria, desprendimento e dedicação ao magistério.
Ele é o Mestre Attico Chassot. Dedico este texto a ele e também à minha querida colega Ilse com quem troco muitas figurinhas, e, a todos e todas as pessoas que trabalham e acreditam na educação.
Bem, como não sou egoísta pois se assim fosse não seria professora, gostaria que todos os que lessem este texto também fizessem uma visitinha ao blog do Mestre Chassot que ano que vem completa 50 anos de magistério.
Abraços,
Malu.
BLOG DO MESTRE CHASSOT
mestrechassot.blogspot.com
domingo, 29 de agosto de 2010
Visita a um Jardim Botânico
Jardim Botânico
A estufa abriga plantas características da floresta atlântica do Brasil. Sua arquitetura, em estrutura metálica e estilo art-noveau, foi inspirada em um palácio de cristal que existiu em Londres, no século 19.
O Jardim Botânico conta ainda com o Museu Botânico Municipal, trilhas em bosque de araucárias, lago, quadras esportivas e um velódromo. Em volta da estufa está o espaço cultural Frans Krajcberg com exposição permanente de 114 esculturas do artista e ambientalista.
http://www.curitiba-parana.net/parques/jardim-botanico.htm

Penso que para uma visita a um local de educação não-formal, como jardins botânicos, zoológicos, museus, e até mesmo parques e praças, seja importante que o professor ou os professores que acompanham os alunos já tenham conhecido o local, visando obter um melhor trabalho educativo.
No jardim botânico de Curitiba são muitos os espaços que podem ser visitados : a exposição de orquídeas, os espaços de educação ambiental, os jardins, a exposição de obras de Frans Krajkberg e a famosa estufa. Fiz alguns registros de plantas nativas da floresta atlântica que estão em destaque em um jardim. Elas está lá para que as pessoas conheçam e, quem sabe, comecem a utilizá-las também em suas residências. Algumas informações taxonômicas, como nomes comuns e científicos podem ser lidos em plaquetinhas colocadas em frente às plantas, para informação dos visitantes. Vou citar apenas alguns exemplos: Manacá(Brunfelsia paciflora), Sálvia (Salvia melissiflora), Lantano (Antana camara), Quaresmeira (Tibouchina moricandiana).

IMAGEM DO JARDIM COM PLANTAS NATIVAS DA FLORESTA ATLÂNTICA

Sálvia(imagem 1) e uma espécie de Xaxim(imagem 2)
Registrei até mesmo um casal de quero-quero. A fêmea estava no ninho.

Você sabia?? Existe uma planta chamada Curitiba!!
Seu nome científico é Curitiba prismatica. Ela também pode ser vista no jardim. Ela é uma planta da família das mirtáceas, co
mo também são as pitangueiras, goiabeiras e os araçás.Foi noticiado recentemente sua descrição. Saiba mais em: http://www.bemparana.com.br/index.php?n=62921&t=nova-especie-de-arvore-nativa-tera-o-nome-curitiba
Penso que para uma visita a um local de educação não-formal, como jardins botânicos, zoológicos, museus, e até mesmo parques e praças, seja importante que o professor ou os professores que acompanham os alunos já tenham conhecido o local, visando obter um melhor trabalho educativo.
Prezados leitores (as):OsJardins Botânicos são importantes locais não somente de lazer mas também que devem ser visitados por estudantes do ensino básico. Dessa forma, o conhecimento das variedades de plantas, principalmente dos biomas brasileiros, acontece de maneira gostosa e interessante, num passeio certamente inesquecível.
Até mais.
Malu.
sábado, 28 de agosto de 2010
Sucesso do curso Astrofísica no Sistema Solar
O Observatório Nacional, instituto que integra o Ministério da Ciência e Tecnologia, registrou cerca de quinze mil pessoas inscritas de todo o país no curso de Astrofísica do Sistema Solar. O curso foi iniciado no dia 01/06/2009 e encerrou no dia 12/08/2010.
A proposta dos cursos promovidos pelo Observatório Nacional é possibilitar o acesso à informação científica correta, aproximar a sociedade de uma instituição de pesquisa e capacitar professores da rede de ensino, vetor fundamental para multiplicar o conhecimento adquirido.

O estado do Paraná, com 3.369, teve o maior número de inscritos, seguido de São Paulo, com 2.659, e Ceará, com 1.303. Destaca-se o grande número de professores inscritos, 6.669 em todo o Brasil.
O sucesso desse curso ficou mais evidente, pois das 27 unidades federativas do Brasil, 26 (96,30%) tiveram alunos aprovados. A meta foi atingida acima das nossas expectativas. Esses estudantes receberam um certificado do Observatório Nacional pela participação no curso.
UMA DICA: QUALQUER PESSOA INTERESSADA PODE PARTICIPAR DOS CURSOS DO ON!!
Apesar da maioria dos participantes serem professores e estudantes, qualquer pessoa pode se inscrever no curso, que é gratuito. Não é necessário qualquer conhecimento prévio de astronomia ou de ciências exatas para acompanhar o curso, uma vez que ele é aberto para todo o público brasileiro. Seria injustificável um instituto de pesquisa do Governo Federal limitar o acesso a informações científicas não estratégicas.
O foco principal destes cursos é transformar um assunto científico complexo em uma linguagem compreensível e simples para o público, estabelecendo uma conexão entre a pesquisa científica e a sociedade. É a oportunidade de uma instituição de pesquisa colocar a serviço da sociedade os conhecimentos que são produzidos por seus pesquisadores, democratizando assim o seu acesso.
Texto adaptado. Original disponível em: http://www.on.br/conteudo/informe/Curso_a_distancia_encerrado_2010.pdf
PREZADOS LEITORES(AS): é com muita satisfação que hoje parabenizo tanto os participantes como o Observatório Nacional pelo sucesso de seu último curso a distância. É de uma divulgação científica de qualidade em prol da educação que o povo brasileiro necessita.
Malu.
sábado, 10 de julho de 2010
hipótese para explicar a mortandade na Lagoa
o que acharam do assunto da blogada anterior? Penso que possibilita um excelente trabalho de alfabetização científica. Então, vou explorar um pouco mais o assunto, já que propositalmente não apresentei a solução inédita para o problema, apontada pelo pesquisador.
O TRABALHO DOS CIENTISTAS
NOVA ABORDAGEM
A pesquisa aponta novas abordagens para o problema fruto de constatações, entre elas:
- As ocorrências de mortandade remontam a épocas em que nem se cogitava falar em poluição ambiental.
- As ocorrências não são exclusividade da Lagoa Rodrigo de Freitas. Outras áreas do litoral do Estado também sofrem dos mesmos problemas.
- Não existe correlação entre o número de coliformes fecais e mortandade de peixes.
- As condições geológicas da região favorecem a formação de gases de origem termal (sulfídrico, metano, dióxido de carbono).
- Fotos de satélites mostram grande exalação de gás sulfídrico no litoral da Namíbia, que formava com o litoral do Rio de Janeiro uma mesma e seca região, antes do início da deriva continental, há 200 milhões de anos.
- A imprensa destacou em 1957 a liberação de gás metano nas áreas ao redor da Lagoa, sendo fotografado o ateamento de fogo por moradores das favelas que ali habitavam na época. Igualmente, constatou-se também a presença de gás sulfídrico e carbônico na mesma época.
NOVAS PROPOSTAS
Hamza propõe como solução para o problema da mortandade de peixes, a "desgaseificação" da Lagoa Rodrigo de Freitas, tomando como base os seguintes passos:
- Delimitação das zonas de falhas e fraturas verticais;
- Identificação de zonas de exalação de gases;
- Perfurações que atravessam a camada de lodo em locais de exalação de gás;
- Instalação de revestimentos (canos de PVC ou Ferro);
- Monitoramento da Pressão de Gás e Temperatura do lodo;
- Sistemas de Coleta e Drenagem de gases.
A DESGASEIFICAÇÃO NO LAGO NYOS

Processo de desgaseificação do lago Nyos, na República de Camarões, conduzido por pesquisadores franceses. O procedimento foi adotado em decorrência da liberação repentina de um grande volume de gás carbônico em 1986 (foto: http://pagesperso-orange.fr/mhalb/nyos/).
O PESQUISADOR VALIYA HAMZA
Possui graduação em Física - Universidade de Kerala (1962), mestrado em Física Aplicada - Universidade de Kerala (1964) e doutorado em Geofísica - University of Western Ontario (1973). Teve atuação como Professor do IAG-USP, Pesquisador do IPT, Secretário da Comissão Internacional de Fluxo Térmico - IHFC e membro do Comitê Executivo da Associação Internacional da Sismologia e Física do Interior da Terra - IASPEI. É atualmente Pesquisador Titular do Observatório Nacional. Eleito em 2007 como Representante Sul-Americana na Comissão Internacional de Fluxo Térmico IHFC. Possui ampla experiência na área de Geociências, com destaque nas áreas de Geotermia e Fluxo Térmico, atuando principalmente nos seguintes setores: fluxo geotérmico, energia geotérmica, recursos geotermais, tectonofísica, mudanças climáticas recentes, geofísica ambiental, sismicidade, propriedades térmicas de materiais geológicos, ensino superior. Ministrou mais de 30 cursos de pós-graduação em Geofísica.(Texto informado pelo autor)FONTE: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4783985P8
Prezados leitores e leitoras,espero que tenham gostado do tema e que a abordagem feita aqui seja útil para a divulgação do "fazer- ciência".
Abraços,
Malu.
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Lagoa Rodrigo de Freitas e mortandade de peixes
Nesse sentido, encontrei no site um texto muito interessante, com um clique na janelinha- “INFORME-SE EM 60 s”. Aí são expostos temas atuais, e vou tratar de um deles.
O informe 60s, numa matéria elaborada pelo Dr. João Luiz Kohl Moreira, pesquisador do Observatório Nacional, tendo como base a palestra proferida pelo Dr. Valiya Hamza no dia 24 de março de 2010, no ON,apresenta um trabalho de pesquisa que traz uma outra explicação sobre o fenômeno...

Entre as características intrigantes do fenômeno, Hamza lista as seguintes:
2. Surgimento súbito de mau cheiro antes do afloramento dos peixes mortos;
3. Desaparecimento rápido do cheiro (questão de dias);
4. Propagação da mortandade a partir da parte norte da Lagoa;
5. Ausência de correlação entre o fenômeno e a variação de coliformes fecais;
6. Ineficiência das medidas tomadas para prevenção desde o século XIX;
7. O período relativamente longo necessário para ação de micro-algas.
As causas podem ser variadas, trabalhos de pesquisa como o do Dr. Hamza são necessários a fim de balizar possíveis atitudes que venham a solucionar o problema sendo é importante que todos os envolvidos –pesquisadores, governantes, moradores da região- tenham conhecimento, inclusive nós professores que trabalhamos com alfabetização científica.
Abraços a todos e todas,
Malu.
segunda-feira, 5 de julho de 2010
um site muito interessante

quarta-feira, 30 de junho de 2010
Ave Verde-Amarela

QUEM É A ARARAJUBA?
NOME ATUAL: Guarouba guarouba
NOME POPULAR: Ararajuba; guaruba
SINONÍMIAS: Aratinga guarouba
FILO: Chordata
CLASSE: Aves
ORDEM: Psittaciformes
FAMÍLIA: Psittacidae
STATUS DE AMEAÇA
Brasil (MMA, IN 03/03): Ameaçada
INFORMAÇÕES GERAIS
Guarouba guarouba é um psitacídeo de médio porte (34-36 cm de comprimento total) que habita principalmenteas florestas de terra firme nos Estados do Maranhão e Pará, com registros recentes para o Mato Grosso e Rondônia.
Um dos endemismos mais interessantes da avifauna brasileira, a ararajuba chama a atenção pela beleza da plumagem, de coloração amarelo-dourada, com as penas de vôo verdes. Muito pouco se conhece sobre o comportamento reprodutivo e os hábitos desta espécie. São aves residentes e vivem em grupos que podem variar de três a 30 indivíduos. Alimentam-se de uma grande gama de frutos,cocos, flores e sementes. Os registros de reprodução são concentrados entre novembro e fevereiro,embora existam também relatos de aves se reproduzindo em outubro. Em janeiro de 2004, um grupode 10 ararajubas foi monitorado em uma localidade no leste do Pará, em um ninho com dois filhotes já bastante emplumados. O ninho estava localizado em um angelim (Dinizia excelsa, Leg. Mimosoideae) de 41 m de altura e sua abertura situava-se a 30 m de altura. A ararajuba é a única espécie em que a observação dos ajudantes-de-ninho é razoavelmente bem documentada, embora existam relatos de casais que criaram sozinhos os seus filhotes. O grupo estudado defendeu vigorosamente o ninho quando dele se aproximaram representantes das famílias Cathartidae, Psittacidae e Ramphastidae e os filhotes
voaram com o grupo alguns dias depois.
PRINCIPAIS AMEAÇAS
As populações situadas no “arco do desmatamento da Amazônia”, no oeste do Maranhão e leste do Pará, foram grandemente afetadas pela perda e descaracterização de seu hábitat.
Além disso, a ararajuba sempre foi uma espécie muito cobiçada por comerciantes ilegais de aves, o que também contribuiu significativamente para a diminuição de suas populações na natureza. A retirada de filhotes de ararajuba para o comércio ilegal de animais silvestres ainda é observada, bem como a captura de animais adultos.
Aparentemente, todos os indivíduos retirados da natureza destinam-se a criadores brasileiros, não havendo evidência convincente de tráfico internacional. A derrubada da árvore onde o dormitório ou o ninho está localizado é o meio mais usual para a obtenção de ararajubas. A derrubada dessas árvores, além do evidente prejuízo que representa no recrutamento de novos indivíduos, diminui o número de sítios
disponíveis para abrigo e reprodução não somente das ararajubas, mas também de outras espécies que dependem de cavidades naturais. Embora as ararajubas ocorram em algumas Unidades de Conservação e outras áreas protegidas, a situação da espécie na natureza está longe de ser considerada segura.
REFERÊNCIAS
64, 136, 356, 357, 457 e 473.
Autor: Luís Fábio Silveira
A ARARAJUBA CONSTA NO LIVRO VERMELHO DA FAUNA BRASILEIRA AMEAÇADA DE EXTINÇÃO
O Brasil possui 4 espécies de aves atualmente consideradas como extintas, sendo que 2 destas apenas sobrevivem em cativeiro.[...] a arara-azul-pequena (Anodorhynchus glaucus) e o maçarico-esquimó (Numenius borealis), que também ocorriam em outros países, nunca mais poderão ser vistas em seus ambientes naturais; ninguém mais poderá apreciar seu colorido, seu canto ou seu vôo e, pior, suas interações com outras espécies de animais e plantas também desapareceram por completo.
[...] duas espécies, a ararinha-azul-de-spix (Cyanopsitta spixii) e o mutum-de-alagoas (Mitu mitu) são endêmicas do Nordeste do Brasil, constituindo-se em bons exemplos de como dois dos nossos biomas, a Caatinga e a Mata Atlântica, sofreram nas últimas décadas com a caça e a destruição absurda.
Sobre estas duas espécies pode-se dizer que, embora suas populações estejam em situação terminal, ainda há um fio de esperança de que sejam reestabelecidas no ambiente de onde foram erradicadas.A criação de listas de espécies ameaçadas de extinção, um instrumento importante
de conservação da diversidade biológica, serve como um termômetro e um sinal de alerta, indicando como estamos nos relacionando com os demais habitantes do nosso planeta.
Conhecido por sua impressionante extensão territorial e biodiversidade, o Brasil abriga quase 1.800 espécies de aves, segundo cálculos recentes do Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos (CBRO, 2006). Este já elevado número de espécies tende a ser ainda maior graças a uma diversidade “escondida”, que só agora, com modernas revisões taxonômicas, começa a ser plenamente revelada.E nem toda essa riqueza é compartilhada por outros países; nosso país abriga um grande número de espécies de aves que só são encontradas aqui, as chamadas espécies endêmicas. Esse grupo que, apenas entre as aves, compreende mais de 240 espécies, é constituído por elementos cuja conservação depende exclusivamente das decisões tomadas pelos brasileiros.
PREZADO LEITOR:
gostou de saber um pouco sobre essa lindíssima ave, ameaçada de extinção, e que já foi cogitada em ser a nossa ave símbolo?
Bem, mesmo que a ave símbolo do Brasil seja o popular sabiá laranjeira, de belíssimo canto e largamente cantado em verso e prosa, a ararajuba continua sendo uma forte representante da beleza e diversidade da fauna brasileira, que deve ser conhecida e preservada por nós brasileiros.
ABRAÇOS,
Malu.
segunda-feira, 28 de junho de 2010
VERDE E AMARELO
Em tempos de Copa do Mundo os brasileiros demonstram seu patriotismo. A bandeira brasileira está presente nos automóveis, nas fachadas dos prédios, as pessoas se vestem com verde e amarelo.
Mesmo não tendo tanto entusiasmo com futebol vou pegar carona na onda das cores verde e amarela e trazer a este blog um assuntos que considero interessante, como divulgação científica.
UMA NOTÍCIA AINDA ATUAL:
Em tempo de Copa do Mundo, a abóbora ‘Brasileirinha" mostra as cores do Brasil (17/06/2010)
http://www.embrapa.br/imprensa/noticias/2010/junho/3a-semana/em-tempo-de-copa-do-mundo-a-abobora-2018brasileirinha-mostra-as-cores-do-brasil
Desde 2006, ano do seu lançamento, ela vem sendo uma das principais atrações nos estandes da Embrapa em exposições realizadas por esse Brasil afora. A quinta edição da Exposição de Tecnologia Agropecuária – Ciência para a Vida, realizada em abril daquele ano, foi o cenário de estréia da abóbora ‘Brasileirinha’, cultivar que apresenta a casca dividida em duas cores: verde e amarela. Mas só em junho de 2006, aproveitando o clima de festa, a abóbora foi lançada oficialmente, às vésperas da Copa do Mundo de Futebol na Alemanha. Nessa Copa, em contraponto à eliminação do Brasil durante as quartas-de-final, a ‘Brasileirinha’ iniciou a sua carreira de sucesso.
Com uma nova Copa do Mundo em andamento, a ‘Brasileirinha’ com seu "traje" bicolor torna a entrar no noticiário, agronômico ou não.
A exemplo de 2006, o pesquisador Leonardo Boiteux volta a explicar o jeito brasileiro de ser da abóbora, e remonta ao início dos anos 90 para contar como tudo começou. Segundo ele, nessa época, pesquisadores da Embrapa Hortaliças encontraram numa plantação de abóboras verdes, próxima ao Distrito Federal, uma planta com frutos de duas cores. Foram coletadas sementes e as pesquisas mostraram que se tratava de uma mutação genética, isto é, naquela planta a própria natureza havia transformado as cores dos frutos.
"Naquela ocasião, a gente pensou numa abóbora ornamental, com as cores da bandeira do Brasil. Com essa perspectiva, iniciamos o cruzamento para desenvolver frutos com os tons de verde e de amarelo mais vivos, melhorar a forma e aumentar a resistência a doenças", lembra o pesquisador. Ele acrescenta que as pesquisas também demonstraram que a característica bicolor da abóbora aumentava a quantidade de antioxidantes, quando comparada com outras cultivares.
Boiteux destaca a rusticidade da ‘Brasileirinha’, "um material que enfrenta várias condições de cultivo e pode ser plantado em todas as tradicionais regiões produtoras do País", e com o mesmo sistema de produção aplicado a outros tipos de abóboras.
Apesar do seu visual, que convida a compor uma decoração, o pesquisador informa que além do aspecto ornamental, a ‘Brasileirinha’ pode ser consumida como uma abóbora comum – refogada, recheada, em saladas, etc. E torce para que, nesta Copa, a "mascotinha" divida o seu sucesso com a vitória da seleção brasileira.
UM POUCO MAIS DE INFORMAÇÃO, fornecida pelo mesmo pesquisador, Leonardo Boiteux:
FONTE: Abóbora brasileirinha na Feira de Ciências da EMBRAPA 187 – 11
Disponível em
De acordo com o pesquisador Leonardo Boiteux, a brasileirinha resultado do cruzamento de um material silvestre bicolor com a variedade Mocinha. "Por ser mais rústica, a abóbora brasileirinha pode ser plantada em todas as tradicionais regiões produtoras de abóbora do País", diz.Outra vantagem da nova variedade, segundo o pesquisador é sua tolerância ao oídio (Podosphaeria xanthi), doença que afeta a cultura.A Brasileira possui duas cores: metade é amarelo-ouro e metade verde-bandeira e, por dentro é alaranjada.
Rica em betacaroteno, a nova variedade de abobrinha da Embrapa pode ser comercializada com os frutos ainda verdes e pode ser consumida de três formas diferentes: verde (refogada em rodelas ou ralada, como qualquer abobrinha), madura (como uma abóbora comum) ou em miniaturas (colhidas mais cedo).
Foto: EMBRAPAPrezados leitores e leitoras, por hoje é só, amanhã, ainda trarei um outro assunto bem Verde e Amarelo!
Abraços,
Malu.




