o que acharam do assunto da blogada anterior? Penso que possibilita um excelente trabalho de alfabetização científica. Então, vou explorar um pouco mais o assunto, já que propositalmente não apresentei a solução inédita para o problema, apontada pelo pesquisador.
O TRABALHO DOS CIENTISTAS
NOVA ABORDAGEM
A pesquisa aponta novas abordagens para o problema fruto de constatações, entre elas:
- As ocorrências de mortandade remontam a épocas em que nem se cogitava falar em poluição ambiental.
- As ocorrências não são exclusividade da Lagoa Rodrigo de Freitas. Outras áreas do litoral do Estado também sofrem dos mesmos problemas.
- Não existe correlação entre o número de coliformes fecais e mortandade de peixes.
- As condições geológicas da região favorecem a formação de gases de origem termal (sulfídrico, metano, dióxido de carbono).
- Fotos de satélites mostram grande exalação de gás sulfídrico no litoral da Namíbia, que formava com o litoral do Rio de Janeiro uma mesma e seca região, antes do início da deriva continental, há 200 milhões de anos.
- A imprensa destacou em 1957 a liberação de gás metano nas áreas ao redor da Lagoa, sendo fotografado o ateamento de fogo por moradores das favelas que ali habitavam na época. Igualmente, constatou-se também a presença de gás sulfídrico e carbônico na mesma época.
NOVAS PROPOSTAS
Hamza propõe como solução para o problema da mortandade de peixes, a "desgaseificação" da Lagoa Rodrigo de Freitas, tomando como base os seguintes passos:
- Delimitação das zonas de falhas e fraturas verticais;
- Identificação de zonas de exalação de gases;
- Perfurações que atravessam a camada de lodo em locais de exalação de gás;
- Instalação de revestimentos (canos de PVC ou Ferro);
- Monitoramento da Pressão de Gás e Temperatura do lodo;
- Sistemas de Coleta e Drenagem de gases.
A DESGASEIFICAÇÃO NO LAGO NYOS

Processo de desgaseificação do lago Nyos, na República de Camarões, conduzido por pesquisadores franceses. O procedimento foi adotado em decorrência da liberação repentina de um grande volume de gás carbônico em 1986 (foto: http://pagesperso-orange.fr/mhalb/nyos/).
O PESQUISADOR VALIYA HAMZA
Possui graduação em Física - Universidade de Kerala (1962), mestrado em Física Aplicada - Universidade de Kerala (1964) e doutorado em Geofísica - University of Western Ontario (1973). Teve atuação como Professor do IAG-USP, Pesquisador do IPT, Secretário da Comissão Internacional de Fluxo Térmico - IHFC e membro do Comitê Executivo da Associação Internacional da Sismologia e Física do Interior da Terra - IASPEI. É atualmente Pesquisador Titular do Observatório Nacional. Eleito em 2007 como Representante Sul-Americana na Comissão Internacional de Fluxo Térmico IHFC. Possui ampla experiência na área de Geociências, com destaque nas áreas de Geotermia e Fluxo Térmico, atuando principalmente nos seguintes setores: fluxo geotérmico, energia geotérmica, recursos geotermais, tectonofísica, mudanças climáticas recentes, geofísica ambiental, sismicidade, propriedades térmicas de materiais geológicos, ensino superior. Ministrou mais de 30 cursos de pós-graduação em Geofísica.(Texto informado pelo autor)FONTE: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4783985P8
Prezados leitores e leitoras,espero que tenham gostado do tema e que a abordagem feita aqui seja útil para a divulgação do "fazer- ciência".
Abraços,
Malu.
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