
Prezados leitores (as),
Hoje resolvi escrever um texto mais pessoal. Não que os outros que escrevi aqui não tenham a minha marca, já que os assuntos foram escolhidos por mim. Mas, é que tenho me cobrado muito em escrever textos de divulgação científica. Mas, como isso aqui é um blog, ou seja, é um site pessoal, é para ser um diário virtual. Mesmo não escrevendo diariamente, posso escrever coisas só minhas, como uma adolescente escreve em seu diário.
Só que o que escrevo aqui é público e posso receber elogios, críticas e até não receber comentário nenhum, tanto de amigos ou até de quem desconheço. Curiosidades dos tempos pós modernos...
Então, resolvi usar hoje aqui algo que os cientistas também usam, a emoção, já que os cientistas são humanos e a ciência é uma construção humana.
Ultimamente tenho me emocionado muito no meu trabalho como professora. Penso que todos nós, professores ou não, passamos por muitas fases em nossa vida profissional. Geralmente, o começo é difícil.
Não me esqueço dos meus primeiros tempos de magistério: eu comecei trabalhando já como professora estadual, em uma cidade da região metropolitana de Curitiba. Eu saía de casa cedinho, pegava o primeiro ônibus junto com outra colega, professora de matemática, e, junto com os trabalhadores de indústrias da região íamos todos os dias para a cidade em um ônibus lotado(bem, ainda hoje continuo saindo cedinho, mas não tão cedo, para uma escola daqui de Curitiba, mesmo. Também, por opção, ainda de ônibus).
Eu era a única professora de Ciências da escola, tinha todas as séries, um dia comecei a explicar a matéria da sétima série em uma oitava, os alunos estranharam, percebi a troca no início, mas, já era tarde... caímos na risada!!
Aliás, coisa proibida de se fazer, segundo uma colega mais experiente me aconselhou: nunca mostre os dentes senão, você não agüenta até o fim do ano!! Bom, não foi fácil, mas, agüentei, e, mesmo mostrando os dentes, sobrevivi, e, estou aqui, ainda professora, contando a história.
É claro que, naquele primeiro ano, todos os dias, em casa, eu chorava. Sim, eu chorava, não era fácil o trabalho. Isso aconteceu durante um tempão naquele ano, mas já passou, é claro! É que eu tinha que resumir em casa o conteúdo do livro para passar no outro dia no quadro, já que as crianças não tinham livro didático, só eu. E, eles eram tão bonitinhos mas, que dificuldade em mantê-los um pouco concentrados. Bem, hoje os tempos são outros e é ainda mais difícil...
Já se foram 24 anos e, teria tantas coisas pra contar, seriam muitas páginas para uma blogada apenas.
Mas, foi aí que me tornei professora? Não foi não. Nem foi na faculdade. Acho que foi antes. Desde que peguei o gosto pelo estudo, o que aconteceu depois só foi consequência.Na faculdade, estudava de tudo. Botânica, zoologia, genética, também me chamavam de rato de biblioteca (rsrsrs).
Um dia caí em mim que iria ser professora. Vê se pode, eu tinha “me formado”, agora, não iria mais freqüentar aquela biblioteca, não assistiria mais aulas, não vestiria jaleco branco só pra ficar pesquisando na lupa ou no microscópio...
É claro que nas escolas que trabalhei até hoje, sempre que pude, levei a criançada pro laboratório, pra biblioteca, e até achei uma desculpa pra voltar à universidade, levando a piazada pra lá em exposições, numa das vezes encontrei uma ex-aluna que na época era estudante universitária, foi muito legal . Mas teve um porém: caí na real que o tempo havia passado, eu tinha dado aula pra ela na sétima série, no meu segundo ano de magistério!!
Ela lembrou que havia feito um vulcão e apresentado numa feira na escola. Depois iria comigo e outros colegas participar numa feira regional de ciências, mas, havia se atrasado e já tínhamos partido. Ufa, pensei comigo mesma: ela perdeu a feira, não apresentado o seu vulcão, mas continuou curiosa e estava agora na faculdade, de Ciências Biológicas, estudando no mesmo curso e na mesma universidade que eu, que havia sido sua professora. Isso foi muito legal. Não tive notícias mais dela, mas acredito que tenha ido longe nos estudos.
Vou pular mais um pedação da história, e agora, depois de 17 anos trabalhando com a criançada, hoje trabalho com jovens e adultos. É bem diferente de trabalhar com crianças, e, é lógico, eles não tem mais tanta energia, não ficam querendo puxar o cabelo ou cutucando o colega, brigando no recreio, e tantas outras coisas que só os professores sabem! Mas, vejam só, eu sempre tento encontrar aquela criança escondida que todos têm, e, a gente se diverte. Um parênteses: reafirmo que eu não segui o conselho da minha colega. Eu me divirto muito, quando posso, vou ao parque próximo da minha casa, que tem um tanque, recolho um pouco de água meio esverdeada, vou ao microscópio e mostro aos alunos esse mundo invisível. Também observamos as células da cebola. Minha mais nova experiência será aquela do ossinho de galinha na coca cola, um aluno é que sugeriu fazer. Também trago filmes que baixo do youtube e que copio no pendrive e passo na tv multimídia . Agora me meti a escrever em um blog.
E pensar que nos meus tempos de escola projetor de slides era cinema e na universidade o que tinha de mais atual eram as transparências e fitas de videocassete. Não estou reclamando não, o isso era o máximo e, não me esqueço nunca daquela aula em que visitamos o microscópio eletrônico, foi demais!!
Acabou a história? Claro que não.Há dois anos olha o que me aconteceu: voltei aos bancos universitários!! Fiz pesquisa, voltei a ser uma ratinha de biblioteca, no meio de jovens estudantes, mas, agora já com muitos fios brancos no cabelo. Só que agora, que chique, tive um orientador, e até escrevi um artigo científico! Pra isso, tive que ler muito, mas vejam só, se, nos meus tempos de faculdade para ler uma tese de mestrado ou de doutorado era uma dificuldade, veja só, agora, eu posso ler em casa, no computador, e nem preciso imprimir!! Eu baixo da internet e leio quando quero – ou quando dá tempo, já que ainda trabalho 40 horas-aula, e tenho tantas coisas pra fazer...
Meus amigos (quem leu até aqui, se não é meu amigo, passou a ser): penso que nunca estarei pronta, como professora, nunca estarei formada, estarei sempre em formação. Aí é que está o grande barato.
Nos emocionamos todos os dias com o conhecimento e passar esta emoção aos nossos alunos, que é gostoso ler, aprender, conhecer, e continuar fazendo isso a vida toda, que sempre teremos mestres, nas escolas, mas, também indiretamente, através dos livros.
Prezados amigos professores, olha só uma coisa que aprendi recentemente, de um mestre em educação, a quem dedico este texto: a gente não precisa ensinar muita coisa, ou seja, fórmulas difíceis, ou, pedir que os alunos decorem classificações ou coisas que não são tão interessantes. Assim, o ensino fica pra lá de chato.
Quem disse isso? São muitos os educadores que falam isso. Mas, eu tive o prazer de ouvir de um educador, pra mim, muito especial. Eu o conheci através de seus livros, depois através de seu blog, aí, ele esteve em visita ao CEEBJA Paulo Freire, onde trabalho atualmente.
Vejam só: ele chegou de viagem pela manhã, ministrou um curso à tarde toda. No período da noite, na minha escola, deu uma das melhores palestras que eu já assisti em toda a minha vida, que me emocionou e prendeu a atenção durante mais de uma hora a uma platéia das mais atentas que eu já vi. E, quantas risadas nós demos!!
Digo mais uma coisa prá vocês: ele é um dos meus maiores mestres, como também de muitos educadores. Aprendemos com ele em seus livros e todos os dias nas leituras de seu blog, nos emocionamos muito com sua sabedoria, desprendimento e dedicação ao magistério.
Ele é o Mestre Attico Chassot. Dedico este texto a ele e também à minha querida colega Ilse com quem troco muitas figurinhas, e, a todos e todas as pessoas que trabalham e acreditam na educação.
Bem, como não sou egoísta pois se assim fosse não seria professora, gostaria que todos os que lessem este texto também fizessem uma visitinha ao blog do Mestre Chassot que ano que vem completa 50 anos de magistério.
Abraços,
Malu.
BLOG DO MESTRE CHASSOT
mestrechassot.blogspot.com
Hoje resolvi escrever um texto mais pessoal. Não que os outros que escrevi aqui não tenham a minha marca, já que os assuntos foram escolhidos por mim. Mas, é que tenho me cobrado muito em escrever textos de divulgação científica. Mas, como isso aqui é um blog, ou seja, é um site pessoal, é para ser um diário virtual. Mesmo não escrevendo diariamente, posso escrever coisas só minhas, como uma adolescente escreve em seu diário.
Só que o que escrevo aqui é público e posso receber elogios, críticas e até não receber comentário nenhum, tanto de amigos ou até de quem desconheço. Curiosidades dos tempos pós modernos...
Então, resolvi usar hoje aqui algo que os cientistas também usam, a emoção, já que os cientistas são humanos e a ciência é uma construção humana.
Ultimamente tenho me emocionado muito no meu trabalho como professora. Penso que todos nós, professores ou não, passamos por muitas fases em nossa vida profissional. Geralmente, o começo é difícil.
Não me esqueço dos meus primeiros tempos de magistério: eu comecei trabalhando já como professora estadual, em uma cidade da região metropolitana de Curitiba. Eu saía de casa cedinho, pegava o primeiro ônibus junto com outra colega, professora de matemática, e, junto com os trabalhadores de indústrias da região íamos todos os dias para a cidade em um ônibus lotado(bem, ainda hoje continuo saindo cedinho, mas não tão cedo, para uma escola daqui de Curitiba, mesmo. Também, por opção, ainda de ônibus).
Eu era a única professora de Ciências da escola, tinha todas as séries, um dia comecei a explicar a matéria da sétima série em uma oitava, os alunos estranharam, percebi a troca no início, mas, já era tarde... caímos na risada!!
Aliás, coisa proibida de se fazer, segundo uma colega mais experiente me aconselhou: nunca mostre os dentes senão, você não agüenta até o fim do ano!! Bom, não foi fácil, mas, agüentei, e, mesmo mostrando os dentes, sobrevivi, e, estou aqui, ainda professora, contando a história.
É claro que, naquele primeiro ano, todos os dias, em casa, eu chorava. Sim, eu chorava, não era fácil o trabalho. Isso aconteceu durante um tempão naquele ano, mas já passou, é claro! É que eu tinha que resumir em casa o conteúdo do livro para passar no outro dia no quadro, já que as crianças não tinham livro didático, só eu. E, eles eram tão bonitinhos mas, que dificuldade em mantê-los um pouco concentrados. Bem, hoje os tempos são outros e é ainda mais difícil...
Já se foram 24 anos e, teria tantas coisas pra contar, seriam muitas páginas para uma blogada apenas.
Mas, foi aí que me tornei professora? Não foi não. Nem foi na faculdade. Acho que foi antes. Desde que peguei o gosto pelo estudo, o que aconteceu depois só foi consequência.Na faculdade, estudava de tudo. Botânica, zoologia, genética, também me chamavam de rato de biblioteca (rsrsrs).
Um dia caí em mim que iria ser professora. Vê se pode, eu tinha “me formado”, agora, não iria mais freqüentar aquela biblioteca, não assistiria mais aulas, não vestiria jaleco branco só pra ficar pesquisando na lupa ou no microscópio...
É claro que nas escolas que trabalhei até hoje, sempre que pude, levei a criançada pro laboratório, pra biblioteca, e até achei uma desculpa pra voltar à universidade, levando a piazada pra lá em exposições, numa das vezes encontrei uma ex-aluna que na época era estudante universitária, foi muito legal . Mas teve um porém: caí na real que o tempo havia passado, eu tinha dado aula pra ela na sétima série, no meu segundo ano de magistério!!
Ela lembrou que havia feito um vulcão e apresentado numa feira na escola. Depois iria comigo e outros colegas participar numa feira regional de ciências, mas, havia se atrasado e já tínhamos partido. Ufa, pensei comigo mesma: ela perdeu a feira, não apresentado o seu vulcão, mas continuou curiosa e estava agora na faculdade, de Ciências Biológicas, estudando no mesmo curso e na mesma universidade que eu, que havia sido sua professora. Isso foi muito legal. Não tive notícias mais dela, mas acredito que tenha ido longe nos estudos.
Vou pular mais um pedação da história, e agora, depois de 17 anos trabalhando com a criançada, hoje trabalho com jovens e adultos. É bem diferente de trabalhar com crianças, e, é lógico, eles não tem mais tanta energia, não ficam querendo puxar o cabelo ou cutucando o colega, brigando no recreio, e tantas outras coisas que só os professores sabem! Mas, vejam só, eu sempre tento encontrar aquela criança escondida que todos têm, e, a gente se diverte. Um parênteses: reafirmo que eu não segui o conselho da minha colega. Eu me divirto muito, quando posso, vou ao parque próximo da minha casa, que tem um tanque, recolho um pouco de água meio esverdeada, vou ao microscópio e mostro aos alunos esse mundo invisível. Também observamos as células da cebola. Minha mais nova experiência será aquela do ossinho de galinha na coca cola, um aluno é que sugeriu fazer. Também trago filmes que baixo do youtube e que copio no pendrive e passo na tv multimídia . Agora me meti a escrever em um blog.
E pensar que nos meus tempos de escola projetor de slides era cinema e na universidade o que tinha de mais atual eram as transparências e fitas de videocassete. Não estou reclamando não, o isso era o máximo e, não me esqueço nunca daquela aula em que visitamos o microscópio eletrônico, foi demais!!
Acabou a história? Claro que não.Há dois anos olha o que me aconteceu: voltei aos bancos universitários!! Fiz pesquisa, voltei a ser uma ratinha de biblioteca, no meio de jovens estudantes, mas, agora já com muitos fios brancos no cabelo. Só que agora, que chique, tive um orientador, e até escrevi um artigo científico! Pra isso, tive que ler muito, mas vejam só, se, nos meus tempos de faculdade para ler uma tese de mestrado ou de doutorado era uma dificuldade, veja só, agora, eu posso ler em casa, no computador, e nem preciso imprimir!! Eu baixo da internet e leio quando quero – ou quando dá tempo, já que ainda trabalho 40 horas-aula, e tenho tantas coisas pra fazer...
Meus amigos (quem leu até aqui, se não é meu amigo, passou a ser): penso que nunca estarei pronta, como professora, nunca estarei formada, estarei sempre em formação. Aí é que está o grande barato.
Nos emocionamos todos os dias com o conhecimento e passar esta emoção aos nossos alunos, que é gostoso ler, aprender, conhecer, e continuar fazendo isso a vida toda, que sempre teremos mestres, nas escolas, mas, também indiretamente, através dos livros.
Prezados amigos professores, olha só uma coisa que aprendi recentemente, de um mestre em educação, a quem dedico este texto: a gente não precisa ensinar muita coisa, ou seja, fórmulas difíceis, ou, pedir que os alunos decorem classificações ou coisas que não são tão interessantes. Assim, o ensino fica pra lá de chato.
Quem disse isso? São muitos os educadores que falam isso. Mas, eu tive o prazer de ouvir de um educador, pra mim, muito especial. Eu o conheci através de seus livros, depois através de seu blog, aí, ele esteve em visita ao CEEBJA Paulo Freire, onde trabalho atualmente.
Vejam só: ele chegou de viagem pela manhã, ministrou um curso à tarde toda. No período da noite, na minha escola, deu uma das melhores palestras que eu já assisti em toda a minha vida, que me emocionou e prendeu a atenção durante mais de uma hora a uma platéia das mais atentas que eu já vi. E, quantas risadas nós demos!!
Digo mais uma coisa prá vocês: ele é um dos meus maiores mestres, como também de muitos educadores. Aprendemos com ele em seus livros e todos os dias nas leituras de seu blog, nos emocionamos muito com sua sabedoria, desprendimento e dedicação ao magistério.
Ele é o Mestre Attico Chassot. Dedico este texto a ele e também à minha querida colega Ilse com quem troco muitas figurinhas, e, a todos e todas as pessoas que trabalham e acreditam na educação.
Bem, como não sou egoísta pois se assim fosse não seria professora, gostaria que todos os que lessem este texto também fizessem uma visitinha ao blog do Mestre Chassot que ano que vem completa 50 anos de magistério.
Abraços,
Malu.
BLOG DO MESTRE CHASSOT
mestrechassot.blogspot.com
Muito querida Maria Lúcia,
ResponderExcluirse tivesses asas e chegasse ao meu recanto onde passei o dia lendo e escrevendo, ne encontrarias com os olhos embaçados. Acabei de ler tuas histórias. Tu generosa me inclui nelas. Já te escrevi em outro momento que nós não vamos disputar quem ganhou na memorável noite de 7 de outubro de 2010. Tu, teus colegas, teus alunos ou eu.
Eu sei quanto eu ganhei.
Que bom que rimos juntos,
Que bom que fizemos alfabetização científica juntos.
Eu ainda tenho muito presente as figuras de dois alunos que no momento inicial dormitavam, depois não desgrudaram mais de mim. Riram muito também, quando falei dos cubeiros.
Foi uma noite inenarrável.
Obrigado por contares um pouco de tua/nossa história.
Um afago carinhoso encharcado de saudades do CEEBJA Paulo Freire
attico chassot
http://mestrechassot.blogspot.com
www.atticochassot.com.br
Pois, é, Mestre, deixei rolar a emoção,
ResponderExcluirsei que todos nós professores temos tantas
histórias, é muito bom termos uma ferramenta
como o blog para compartilharmos.
Abraços,
Malu.
Professora Malu,
ResponderExcluirsó agora tirei um tempinho para ler esse texto ( caramba! Fiquei emocionada)! Fico muito feliz de ter estado alguns dias no CEEBJA Paulo Freire e ter convivido com pessoas como vc que amam e se dedicam ao ensino da ciência. Aprendi muito , em poucos dias e a cada dia que passava aquela frase do Paulo Freire " Ninguém educa a ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se educam entre si..." passou a fazer mais sentido.
Parabéns pelo seu excelente trabalho e bom exemplo para pessoas que , como eu, estão apenas começando...Abraços, Lívia Morais ( estudante de Biologia -UFPR)
Olá, Lívia !!
ResponderExcluirdessa vez eu me alonguei, mas, foi um dia em que me deu uma vontade imensa de compartilhar um pouco da minha experiência, a quem tivesse interesse, através do blog.
Eu também gosto muito de trocar figurinhas com
novos educadores, como você,é muito importante e, é muito bom!
Obrigada pela sua passagem por aqui, fiquei muito feliz em receber seu comentário.
Abraços,
Malu.